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Eleições 2026: o que pode acontecer com o mercado imobiliário brasileiro?

Redação IUNA · 5 de outubro de 2026 · 5 min de leitura · política editorial

As eleições de 2026 podem influenciar o cenário econômico brasileiro e, consequentemente, o mercado imobiliário. Mas para entender o que pode acontecer com os imóveis, é preciso olhar além do resultado das urnas.

Juros, inflação, crédito imobiliário, emprego, renda e confiança do consumidor continuarão sendo fatores decisivos para quem pretende comprar, vender, investir ou trabalhar no setor.

O mercado imobiliário deve parar por causa das eleições?

Não necessariamente.

Os dados de 2026 mostram que o mercado imobiliário brasileiro continua apresentando demanda mesmo em um cenário de juros elevados. No segundo trimestre, as vendas de imóveis novos cresceram 5,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da CBIC e da Brain.

No primeiro semestre, as vendas chegaram a 226.536 unidades, crescimento de 5,4% na comparação anual. (Folha de S.Paulo)

Isso mostra uma característica importante do setor: existe demanda por imóveis mesmo quando o crédito está caro.

O principal fator para os imóveis continua sendo o crédito

Para o comprador, uma das variáveis mais importantes é o custo do financiamento.

Quando os juros caem, o financiamento tende a ficar mais acessível. Com parcelas menores, mais famílias conseguem entrar no mercado e compradores que estavam esperando podem voltar a procurar imóveis.

Quando os juros permanecem elevados, o efeito tende a ser diferente: o comprador pode adiar a aquisição, aumentar a entrada ou procurar imóveis de menor valor.

Mesmo assim, o crédito imobiliário apresentou crescimento expressivo em 2026.

Segundo dados divulgados pela Abecip, as concessões de crédito imobiliário chegaram a R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025. A entidade passou a projetar aproximadamente R$ 411 bilhões em concessões para todo o ano. (Folha de S.Paulo)

Minha Casa, Minha Vida continua sendo um dos motores do mercado

Uma das características mais importantes do mercado imobiliário atual é a força da habitação popular.

No segundo trimestre de 2026, o Minha Casa, Minha Vida representou 58% dos lançamentos e também teve participação muito relevante nas vendas.

As condições diferenciadas de financiamento e o uso de recursos do FGTS ajudam a reduzir a exposição desse público aos juros gerais da economia. (Folha de S.Paulo)

Por isso, o comportamento do mercado não é igual em todas as faixas de renda.

E os imóveis de médio e alto padrão?

Esse segmento merece atenção especial.

Os imóveis de maior valor dependem mais das condições de crédito e da disponibilidade de recursos para financiamento. Juros elevados também aumentam a atratividade de investimentos de renda fixa, criando uma concorrência pelo dinheiro do investidor.

Por outro lado, uma eventual melhora das condições financeiras pode liberar parte da demanda que hoje está aguardando.

Isso pode favorecer principalmente compradores que já possuem entrada e estavam esperando um momento mais adequado para financiar.

O que pode acontecer depois das eleições?

O resultado eleitoral não permite determinar sozinho o comportamento dos preços dos imóveis.

O que o mercado deverá observar será principalmente:

* trajetória da Selic; * inflação; * condições de financiamento; * emprego e renda; * política econômica; * confiança de consumidores e investidores; * disponibilidade de crédito; * custos da construção; * comportamento dos aluguéis; * oferta e demanda em cada região.

Ou seja, duas cidades podem reagir de maneira completamente diferente ao mesmo cenário nacional.

Comprar imóvel ou esperar?

Essa é uma decisão que depende da situação financeira de cada comprador.

Quem precisa do imóvel para morar deve considerar principalmente sua capacidade de pagamento e o custo total da operação.

Já quem compra como investimento precisa analisar aluguel, valorização potencial, liquidez, localização, condomínio, impostos e possibilidade de financiamento.

Esperar uma eventual queda dos juros pode fazer sentido para algumas pessoas. Para outras, um imóvel bem negociado hoje pode ser mais interessante do que esperar uma condição futura que ainda não está garantida.

Uma coisa é certa: informação passa a valer ainda mais

Em períodos de mudança econômica e política, o comprador tende a pesquisar mais antes de tomar uma decisão.

O mesmo acontece com o proprietário.

Quem pretende vender precisa entender o preço praticado na região, o perfil dos compradores e o nível de concorrência.

O corretor, por sua vez, precisa acompanhar não apenas os imóveis disponíveis, mas também crédito, comportamento dos compradores, geração de leads e oportunidades de mercado.

É justamente nesse ambiente que tecnologia e informação ganham importância.

O mercado imobiliário em 2027

Ainda é cedo para afirmar exatamente como será 2027.

Entretanto, os números atuais mostram que existe demanda reprimida e que o setor continua movimentando um volume significativo de crédito mesmo com juros elevados.

A intenção de compra de imóveis permaneceu próxima de 50% no início de 2026, segundo levantamento da CBIC e da Brain, indicando um mercado potencial relevante. (Portas)

O cenário futuro dependerá da combinação entre política econômica, juros, crédito, renda e confiança.

Para quem atua no mercado imobiliário, portanto, a melhor estratégia não é simplesmente esperar o resultado das eleições.

É acompanhar os indicadores, entender o comportamento local e estar preparado para diferentes cenários.

Conclusão

As eleições de 2026 podem mudar expectativas e influenciar decisões econômicas, mas o mercado imobiliário será determinado por um conjunto muito maior de fatores.

O crédito continuará sendo uma das principais chaves.

Se os juros diminuírem e o financiamento ficar mais acessível, parte da demanda atualmente represada pode voltar ao mercado. Se os juros permanecerem elevados, compradores e investidores provavelmente continuarão mais seletivos.

Para compradores, vendedores, investidores e corretores, uma conclusão permanece válida: quanto mais informação houver antes da decisão, menor a dependência de decisões tomadas apenas pela emoção do momento.

Acompanhar o mercado é parte da estratégia.

IUNA — informação, tecnologia e oportunidades para o mercado imobiliário.

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Conteúdo educativo. Não constitui recomendação individual de investimento nem substitui análise profissional do seu caso.

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